
Mounjaro é um medicamento à base de tirzepatida, originalmente destinado ao tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A recomendação do medicamento foi feita sem o conhecimento de vários profissionais da área de saúde do clube. Segundo o Tricolor, o remédio foi administrado de forma individualizada, após avaliações clínicas detalhadas.
O médico responsável pelo tratamento no clube foi o nutrólogo Eduardo Rauen, que indicava aos atletas um fornecedor que entregava o medicamento com embalagem, rótulo e bula em inglês — um indicativo de que o Mounjaro não foi comprado no Brasil. O São Paulo nega qualquer vínculo entre o tratamento e o número elevado de lesões na temporada, e afirma que a suposição de associar o remédio aos problemas físicos é infundada e desonesta.
A equipe tricampeã mundial destacou que a conduta médica seguiu todos os protocolos previstos pela legislação brasileira, além de ressaltar que o medicamento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fabricado pela Eli Lilly, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, e que não há nenhuma irregularidade quanto ao seu uso.
Confira a nota do São Paulo sobre o assunto:
Conforme descrito na bula, pacientes com IMC acima de 27,5, associados a comorbidades, como no caso específico das lesões articulares, têm indicação formal para o uso do medicamento, sempre com acompanhamento médico. Os dados mostram que os atletas conseguiram perder peso corporal, diminuir o percentual de gordura e melhorar a massa muscular. Trata-se de um procedimento médico legítimo, seguro, respaldado pela literatura e executado dentro das normas éticas e regulamentares. O paciente, em conjunto com seu médico, pode optar por comprar o produto diretamente em farmácias brasileiras ou realizar a importação regular, permitida pela Anvisa mediante prescrição. O que importa e sempre orientamos é que o medicamento seja autêntico.