Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Astrônomos apresentam a primeira imagem de um buraco negro já registrada.

Imagem foi captada pelo projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT), uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta.

Publicada em 10/04/19 às 11:00h - 73 visualizações

por Site/G1


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Um círculo escuro no meio de um disco resplandecente: a imagem de um buraco negro foi apresentada nesta quarta-feira ao mundo, a primeira na história da astronomia.  (Foto: Reprodução/National Science Foundation/Event Horizon Telescope press conference)

A primeira imagem já captada de um buraco negro foi apresentada nesta quarta-feira (10) em um evento organizado pela Fundação Nacional de Ciência, dos Estados Unidos, e representantes do projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT), uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta. A divulgação é um marco na astrofísica.

O buraco negro está no centro da galáxia M87, a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, segundo os responsáveis pelo projeto internacional. Ele tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro - cerca de 3 milhões de vezes o tamanho de nosso planeta - e é descrito pelos cientistas como um "monstro".

No fim do ano passado, pesquisadores já haviam anunciado a confirmação da teoria da relatividade de Einstein ao estudar estrela orbitando em buraco negro. A teoria geral da relatividade previa que a gravidade é o resultado da curvatura espaço-tempo, criada pela presença de massa e energia que, em um buraco negro, está muito concentrada.

Paul McNamara, astrofísico da Agência Espacial Europeia e cientista de projeto da missão Lisa, disse à agência France Presse que a captação da imagem é uma "façanha técnica excepcional".

O anúncio foi feito em entrevistas coletivas simultâneas em Washington, Bruxelas, Santiago, Xangai, Taipé e Tóquio, informou a Reuters.

Como foi feita a imagem?

O projeto 'Event Horizon Telescope' (EHT) é formado por uma rede de radiotelescópios espalhados pelo planeta (veja no mapa abaixo).

Combinando esses observatórios por meio de uma técnica chamada interferometria, os astrônomos puderam reproduzir um observatório virtual do tamanho da Terra, com o qual "um jornal aberto em Paris poderia ser lido de Nova York", disse Frédéric Gueth, astrônomo e vice-diretor do Instituto de Radioastronomia Milimétrica (IRAM) na Europa, que participou na pesquisa.

"Como sabemos que os buracos negros existem? Pensamos, é claro, em um buraco negro como algo muito escuro. Mas a massa que ele suga forma um chamado disco de acreção, que fica tão quente que brilha e emite luz", explica McNamara.

É essa a luz captada na imagem feita em combinação com os telescópios.


Pontos amarelos mostram onde estão os telescópios do projeto EHT. — Foto: Reprodução / First M87 Event Horizon Telescope Results. I. The Shadow of the Supermassive Black Hole / The Astrophysical Journal Letters

Pontos amarelos mostram onde estão os telescópios do projeto EHT. — Foto: Reprodução / First M87 Event Horizon Telescope Results. I. The Shadow of the Supermassive Black Hole / The Astrophysical Journal Letters




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